• Manu Mayrink

Conhecendo Cartagena das Índias (COL) - Parte 2


Antes tarde do que nunca já diria o antigo ditado. Chegou a hora do segundo post sobre a viagem para Cartagena das Índias. No primeiro, falei um pouco sobre a Ciudad Amurallada e algumas dicas de câmbio, por exemplo.

Recapitulando: chegamos numa terça-feira no fim do dia. Na quarta, estivemos na Ciudad Amurallada o DIA INTEIRO! Foi lindo, mas bem cansativo. No dia seguinte, decidimos aproveitar um pouco a praia em frente ao hotel, em Bocagrande. Eu gosto de montar roteiros com tempo para decidirmos coisas no local, aproveitarmos o entorno do local em que estamos, enfim, deixar o destino agir. Sendo assim, partiu praia, que delícia, certo? Mais ou menos. A praia de Bocagrande beira o desespero com a quantidade de gente que passa te oferecendo tudo para vender. Um saco.

Ainda mais porque a gente já estava saturada de tantas abordagens no dia anterior. Precisamos andar um pouco e ficar perto de umas pedras para poder aproveitar a praia. E deitar na areia e se fazer de morta é uma boa opção hahah Até na água as pessoas te abordam, oferecendo passeios de jet-ski. E, na areia, tem também as senhoras que fazem massagem. Elas já chegam quase passando os cremes em você, um babado. Mas eu fui alertada por um amigo que já tinha passado uns maus bocados com elas e fui bem atenta. Ela apareceu oferecendo coisas e eu já mostrei meu olhar de raio laser.

Sobre a praia em si, a areia é bem escura e o mar não é realmente azul com imaginamos quando pensamos no Caribe, mas é uma praia bem das boas. Mar calminho, quentinho, uma delícia! Não fosse o entorno inconveniente, teria sido bem mais legal. E o sol... DE RACHAR! Mas nada que um bom carioca já não esteja acostumadíssimo, não é mesmo?

Bocagrande é o bairro mais moderno de Cartagena das Índias, mas alguns lugares me deram a sensação de local ainda em construção. Lá estão as principais redes de fast-food e um shopping bem do caro daqueles que a gente não consegue comprar nada, o Bocagrande Plaza. Mas conseguimos comer bem lá. Um hambúrguer bem saboroso, enquanto passava Flamengo X Junior Barranquila pela semifinal da Copa Sulamericana. Porém, a verdade é: para quem é do Rio de Janeiro, Bocagrande parece um projeto de Barra da Tijuca mal acabado. Qualquer um dos nossos bairros praianos é mais interessante. Mi opinión.

Aliás, saí de Cartagena de uma maneira geral dando muito valor ao Rio de Janeiro em si, nossas potencialidades, nossa beleza, o privilégio de viver aqui (foi bom porque eu já estava em crise existencial por ser carioca)... e um tanto triste por este período decadente que passamos. Temos tanto potencial para ser e continuar sendo uma das maiores cidades do mundo!

Voltando à Cartagena: esperamos o sol dar um diminuída (embora tenha continuado beeeem quente) e fomos ao Castillo San Felipe de Barajas. Embora o nome te faça acreditar que se trata de um Castelo, na verdade é uma fortificação. Então se prepare para andar bastante debaixo do sol e em caminhos secretos que lembram Stranger Things (mentira, foi só pra criar um clima. É bem tranquilo). Nós fomos sem guia mesmo, então ficamos apenas com nossa imaginação para entender tudo que se passou ali, mas, do que pudemos captar dos grupos que estavam próximos, a história do povo colombiano é tão parecida com a nossa que não é difícil chegar a conclusões sobre tudo que se passou por ali.

O Castillo é a maior obra militar espanhola no Novo Mundo e, hoje em dia, é responsável por uma das vistas mais incríveis da cidade. É bom separar um tempinho pra fazer a visita com calma. Umas 2h e pouco só pro local é uma boa. Se não me engano, os ingressos custaram 25000 pesos. Isso deve dar uns 35 reais pelo câmbio que fizemos (tem lá no outro post).

E, já diria, Pedro Bial: PASSE FILTRO SOLAR. Sério, ele será seu melhor amigo nesta viagem (o filtro, não o Bial)

O dia três de passeios vai ficar para o próximo post, ok? Não curto ler textos enormes na internet, então acho que todo mundo compartilha do mesmo sentimento! :p

Fotos: todas minhas mesmo, Manu Mayrink

#lugares

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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