• Clara Mayrink

O vingativo “A Justiceira”, com Jennifer Garner


Riley North (Jennifer Garner) é uma mulher que sai em busca de vingança depois que assiste ao assassinato da filha e do marido. No primeiro ato do filme, o diretor faz questão de mostrar um pouco da vida dessa família para que criemos empatia com eles e justifiquemos em nossas próprias mentes o injustificável que virá a seguir.

Durante a investigação e julgamento do caso, a justiça não funciona corretamente e os assassinos não são presos. Isso sem falar da corrupção e a falta de escrúpulos dos advogados da máfia. Ela se sentiu totalmente sozinha, ameaçada por todos os lados, e não era para menos.

Por cinco anos Riley sumiu, se preparou e depois voltou, disposta a fazer a justiça com as próprias mãos, não importa o que custasse. Suas vinganças têm requintes de crueldade, com esquemas preparados e sem piedade de seus algozes. Mesmo assim, Riley é confrontada com seus sentimentos ao se deparar com crianças em alguma situação de vulnerabilidade, numa tentativa de mostrar que ainda há um ser humano dentro da máquina de vingança que ela se transforma.

Com sua vingança, Riley conseguiu, além de matar os assassinos de sua família e de quebra desarticular toda uma máfia de tráfico de drogas. Por sua atuação “benéfica”, Riley se tornou uma espécie de anjo na comunidade da periferia de Los Angeles onde se instala, que defendia.

Não acredito ser o melhor momento para debater esse filme. Em um período conturbado e de ânimos exaltados, enaltecer a violência é o pior que pode ser feito. Por mais que o filme tente construir um enredo empático ao início, para que possamos compreender os motivos que levaram Riley a fazer tudo que faz, não convence e nos confirma que essa nunca será a maneira correta de resolver problemas. A lição que fica não é a melhor coisa que podemos ter nesse momento. O final é controverso. Riley recebe ainda uma espécie de perdão por seus crimes (olha o spoiler!). Ela se torna uma assassina, justiceira ou heroina do povo? Ou tudo isso junto?

Por fim, o enredo tenta, como foi dito, incitar a empatia entre o público e a família da heroina, mas não acredito que tenha sido de forma suficiente a justificar todo o ocorrido. Além de, após o primeiro ato, o filme ter um desenrolar caído, com tramas improváveis e cenas de ação exageradas. “A Justiceira” é dirigido por Pierre Morel e estreia nesta quinta-feira (18). Confira o trailer:


#Filmeseséries

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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