• Clara Mayrink

“Ela Disse, Ele Disse”, baseado no livro de Thalita Rebouças, com Maisa e Fernanda Gentil


A grande estreia da semana é o nacional “Ela Disse, Ele Disse”. Com Maisa, Bianca Andrade e Fernanda Gentil no elenco, o longa é baseado no livro de mesmo nome da best-seller adolescente Thalita Rebouças. Se trata do terceiro longa baseado nos livros da autora (“É Fada”, com Kéfera Buchmann, foi apenas inspirado em um de seus livros), depois de “Fala Sério, Mãe!” e “Tudo Por Um Pop Star”.

“Ela Disse, Ele Disse” trata a visão de Leo (Marcus Bessa) e Rosa (Duda Matte), de 14 anos, que mudam para uma nova escola, o que é sempre um pesadelo para os adolescentes. O medo da rejeição e a sensação de invisibilidade são tratados logo no início, com Rosa tendo muita dificuldade de se encaixar e conhecer seus colegas. Já Leo se adapta rapidamente e logo se torna amigo de todos.

O filme é uma delícia, engraçado e muito divertido. Destaque para os pais, representados por Ângelo Paes Leme e Fernanda Gentil, que são muito divertidos. Fernanda, em especial, em seu primeiro papel como atriz no cinema se sai tão bem que espanta ter demorado tanto para enveredar por esse caminho. A blogueira Bianca Andrade, conhecida como Boca Rosa, também faz sua estreia no cinema e há uma piadinha com seu nome artístico, feita por mais um nome de peso no elenco (apesar de pouco aproveitada no roteiro), Maria Clara Gueiros.

Os pensamentos dos personagens em off também trazem boas risadas, até para os mais velhos. O longa tem poucos cenários e se passa majoritariamente na escola, o que traz à realidade do adolescente, já que é lá que ele passa grande parte do seu tempo muitas vezes. A trilha sonora fica a cargo de “Favela Chegou”, de Ludmilla com Anitta, que conversa com os jovens, e o beat fica perfeito na trama.

Um problema do longa acredito que seja forçar muito no estereótipo de Júlia, a personagem de Maisa, ser a mais linda e popular e também a mais burra, o clichê mais batido dos filmes adolescentes, que acredito não ter mais tanto espaço hoje, mas é fiel ao livro de Thalita, lançado em 2010. Outro problema ainda com este personagem é que, assim como Larissa Manoela em “Fala Sério, Mãe!”, ela força muito o sotaque carioca, enquanto as outras personagens falam normalmente com seus sotaques.

Thalita Rebouças já está sendo chamada de Stan Lee brasileira, por sempre fazer uma pequena ponta nos filmes que são baseados em seus livros, e nos quais a carioca participou do roteiro. Em “Ela Disse, Ele Disse”, o personagem dela nem é um personagem e nem fala tem, mas lá está ela.

De maneira geral, o filme é muito gostoso de assistir, não só pelo adolescentes, mas também pelos mais velhos. Sempre que assisto a um filme baseado nos livros da Thalita, me dá vontade de voltar a ser adolescente e sentir tudo aquilo novamente. Ela realmente consegue traduzir muitos dos sentimentos e problemas desse período da vida de forma super divertida e “Ela Disse, Ele Disse” não foge. O filme é dirigido por Claudia Castro e chega aos cinemas nesta quinta-feira (03).


#Filmeseséries

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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