• Manu Mayrink

A "travesti da família brasileira" tem história contada no documentário "Rogéria - Se


Autodenominada "travesti da família Brasileira", Rogéria nos deixou em 4 de setembro de 2017, aos 74 anos. Dois anos depois, chega aos cinemas um documentário que perpassa sua história, buscando elucidar como se deu a relação de décadas entre Rogéria e Astolfo, seu nome de batismo. O trabalho é basicamente todo narrado em primeira pessoa, já que sua produção começou em 2016, quando a atriz e cantora gozava de plena saúde para contar, do seu jeito irreverente e único, a própria história. Com depoimentos pessoais, de amigos, imagens de arquivo e dramatizações, "Rogéria - Senhor Astolfo Barroso Pinto" nos apresenta detalhes desta personalidade brasileira.

Rogéria faz questão de afirmar que nunca pensou em ser mulher - pelo contrário, amava ser homem. O que ela gostava e sempre buscou foi a feminilidade e, em determinado momento, Rogéria ultrapassou Astolfo e passou a ser predominante. Mas seu "lado masculino" sempre este presente. Como ela mesma afirmou, "Rogéria é a cereja do bolo do Astolfo". Feminino e masculino em perfeita harmonia.

E, se havia um lugar em que ela se sentia em casa, era em cima de um palco ou num set de gravação. Rogéria era uma diva (e era nas hollywoodianas em que se inspirava sempre) que levava sua vida como um clássico do cinema. As representações eram esperadas por ela em diversos aspectos da vida, inclusive no sexo. Era uma vida em constante suspensão, buscando a perfeição cinematográfica.

Rogéria nos confunde por tantas vezes. E isso acontece porque somos ensinados a colocar o mundo em caixinhas, a criar sempre novas classificações que ajudem a definir tudo e todos. E não há caixinha ou classificação que sejam capazes de absorver a totalidade da múltipla Rogéria. Ela era um pouco de tudo e nunca teve vergonha de ser em completude.

#Filmeseséries

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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