#JáLi - "A Garota das Sapatilhas Brancas", de Ana Beatriz Brandão


Entrevista com a autora Ana Beatriz Brandão (pra ver o vídeo da resenha, só ir até o final do post):

“O Garoto do Cachecol Vermelho” e “A Garota das Sapatilhas Brancas” trazem assuntos como bullying, relacionamentos, violência contra a mulher… Quais são suas inspirações na hora de escrever? Experiências pessoais ou de amigos são passadas para o papel? Ou são criações com base em referências totalmente externas? Quais são elas?

Na verdade, a minha escrita sempre foi bem intuitiva. Eu nunca cheguei a planejar sobre o que escreveria, exatamente. Sempre escolhia um tema principal, como a Esclerose Lateral Amiotrófica neste livro, e deixava os próprios personagens construírem a própria história a partir disso. Então, esses assuntos acabaram vindo de forma natural, e suas resoluções foram baseadas em referências externas, como matérias que eu tinha lido, ou até mesmo livros. Quanto ao bullying, foi baseado um pouco na minha própria história de vida!

Esta série me lembra muito obras como “Um Amor para Recordar” e “A Culpa é das Estrelas”. Nicholas Sparks e John Green são inspirações para você? Quais autores mais gosta de ler?

Eu nunca cheguei a ler um livro do Nicholas hahaha Mas do John Green sim, sempre fui uma fã. Apesar disso, nunca tive muito contato com romances, já que prefiro ler fantasia. Por isso, meus autores preferidos estão envoltos com esse universo, como o George R. R. Martin, o Rick Riordan, ou a J. K. Rowling!!

Qual a sua relação com a ELA? Por que escrever um livro com esta temática, de uma doença ainda não tão amplamente conhecida?

Eu nunca havia conhecido uma pessoa com ELA antes de escrever o livro, então a forma como descobri a doença foi através da internet mesmo. Conhecer o pessoal que trabalha na ABrELA (Associação Brasileira da Esclerose Lateral Amiotrófica), e descobrir que eles viviam apenas de doações, por não ser uma instituição reconhecida pelo governo, me tocou muito, e quis mostrar um pouco mais desse assunto para todos, na tentativa de, além de mostrar a doença para várias pessoas, conseguir arrecadar mais dinheiro para a Associação.

E como veio a ideia de doar parte do dinheiro arrecadado para instituições que pesquisam a doença e/ou auxiliam no tratamento dos portadores?

Como falei antes, decidi arrecadar o dinheiro por ter me sentido tocada pela história, tanto da Associação, quanto pela própria doença. Depois, no segundo livro, quando já havia conhecido alguns pacientes, senti um envolvimento ainda maior com essa causa, e decidi continuar doando!

Quando você começou a escrever? Qual foi a sua motivação? E como percebeu que poderia ser escritora profissional e viver de livros?

Comecei a escrever aos 12 anos, depois de um sonho que tive. Até ali, nunca tinha pensado em escrever. Nem mesmo um conto. Acabou se tornando um hobbie e, com a sugestão e ajuda dos meus pais, decidimos entrar nessa jornada de publicar meus livros! Acho que só caiu a ficha de que eu havia me tornado uma escritora profissional depois de publicar o terceiro livro, quando olhei pra trás e vi tudo o que havíamos conquistado até ali. Mas, se quer saber, ainda é difícil pra eu me enxergar como uma escritora profissional de verdade hahaha

Seus livros atraem principalmente os jovens, certo? Como é escrever para este público (no qual você também se insere, de certa forma)? Você se vê como um agente formador de novos leitores? Qual a importância disso?

Acredito que é um pouco mais fácil escrever pra pessoas da minha idade, já que me identifico com os assuntos e questionamentos que os jovens têm, mas é bem legal receber mensagens de pessoas bem mais velhas falando que leram meu livro e gostaram da história também - e isso acontece sempre! Como já vi gente falando pra mim que eu havia me tornado uma inspiração, vi o quão importante a minha jornada era, tanto pra mim, quanto pros leitores, e isso só me encorajou cada vez mais a transmitir uma boa mensagem para todos.

Qual o fascínio que os livros físicos exercem em uma geração tão influenciada pelo digital?

Eu sempre gostei muito de ler da forma raiz - como diz a expressão hahaha - , então sou um pouco suspeita pra falar. Nunca me acostumei com os livros digitais, já que gosto do cheiro das páginas e do peso do livro em minhas mãos. Ainda assim, vejo através de amigos o quanto a modernidade ajudou na hora de ler cada vez mais. Poder ler no celular, ou no computador, se tornou uma forma mais simples - e menos espaçosa - de realizar essa atividade maravilhosa, o que os encoraja bastante.

Quais são seus planos profissionais para os próximos anos?

Quero muito conseguir trabalhar com minhas duas paixões: escrever, e desenhar. Vou começar uma faculdade de artes esse ano, e estou trilhando meu caminho como ilustradora, então espero conseguir conciliar as duas coisas haha


#livros

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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