"Homem-Aranha no Aranhaverso" e múltiplas novas oportunidades para o super-herói


Demorou, mas eu estou me transformando oficialmente numa fã de filmes de super-heróis. Ainda estou engatinhando nos conhecimentos sobre todas as séries e produções, mas curto cada lançamento. O da vez é "Homem-Aranha no Aranhaverso", que levou o prêmio de Melhor Animação no Globo de Ouro 2019. O longa traz a história de Miles Morales, um jovem negro de origem porto-riquenha que, como todo adolescente, tenta se enturmar na nova escola para alunos superdotados. Mas ele gosta mesmo é de passar o tempo com seus amigos do bairro ou visitar seu tio Aaron, que incentiva seu talento como grafiteiro. A vida fica ainda mais complicada quando Miles é picado por uma aranha radioativa e começa a desenvolver superpoderes, que incluem invisibilidade, aderência a objetos, etc. Enquanto isso, o chefão do crime da cidade, o Rei do Crime, desenvolveu um supercolisor nuclear ultrassecreto que abre um portal para outros universos. Aí que está a doideira: isso atrai versões diferentes do Homem-Aranha (incluindo um Peter Parker mais velho, a Mulher-Aranha, o Homem-Aranha Noir, o Porco-Aranha e a personagem de anime Peni Parker) para o mundo de Miles.

"Homem-Aranha no Aranhaverso" tem imagens incríveis, com a mescla de computação gráfica de ponta, animação clássica e design do universo das HQs (como os balões de pensamento), de onde o super-herói saiu. E é claro que o Stan Lee se faz presente: o longa foi realizado antes de sua morte, então ele aparece em desenho e voz. Pro público ovacionar! Outro ponto importante do roteiro é acompanhar o, digamos, conflito de gerações entre Miles e Peter Parker. Isso porque Peter agora é um cara mais velho, já não tão em boa forma, com problemas no amor e na carreira. Do outro lado, Miles é adolescente, cheio de gás, mas ainda bem perdido em como fazer as coisas funcionarem e precisando de uma mentoria.

À frente da produção, está a dupla de cineastas Phil Lord e Christopher Miller, mais conhecidos por dirigirem o popular "Tá Chovendo Hambúrguer", os filmes "Anjos da Lei" 1 e 2 e o ganhador dos prêmios

BAFTA e Annie, "Uma Aventura LEGO".

"Homem-Aranha no Aranhaverso" é a prova de que ainda há muito a ser feito com o personagem e uma nova porta de inúmeras possibilidades foi aberta.

Algumas curiosidades interessantes sobre o filme:

· Enquanto os animadores normalmente criam cerca de 4 segundos de animação por semana, em "Homem-Aranha no Aranhaverso", a cadeia de produção era tão complexa e inovadora que eles só conseguiam produzir em média 1 segundo de animação por semana. Isso levou à contratação de mais animadores para assumir a carga de trabalho e alcançar o estilo visual único.

· Artistas de mais de 30 países contribuíram no trabalho no filme.


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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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