"Minha Mãe é Uma Peça 3": um pouco das nossas mães nas telonas


Paulo Gustavo sabe bem que se vestir de Dona Hermínia e representar nas telonas milhares de mães de todo o país é receita de sucesso. Em "Minha Mãe é Uma Peça 3", Marcelina e Juliano estão definitivamente na vida adulta: ela está grávida (imagine só Dona Hermínia avó!) e ele vai se casar. Como esta mãe tão controladora vai lidar com o fato de que, definitivamente, seus filhos agora são donos das próprias histórias e ela precisa começar a viver uma vida em que voltou a ser a protagonista?


E é aí que as coisas ficam, para além de muito engraçadas, muito emocionantes. Dona Hermínia é uma caricatura da mãe de Paulo Gustavo, mas é um pouco de todas as mães. A minha, por exemplo, não é tão invasiva como a das telonas (eu acho que eu serei bem mais exagerada!!) e respeita bastante o nosso espaço, mas foram inúmeras as cenas em que me lembrei dela (e já estou até combinando de vermos juntas, pra eu dar aqueles beliscões e falar: "Igualzinha você!). Quando a síndrome do ninho vazio chega com força, as lembranças de uma vida agitada com filhos pequenos também vêm. E nos rende cenas como o dia em que Dona Hermínia botou todas as mães preconceituosas em seu devido lugar e defendeu com unhas e dentes o desejo de um Juliano que queria ir pra festinha fantasiado de Emília, do Sítio do Pica-pau Amarelo.


Além disso, Hermínia ainda precisa lidar com a volta de Carlos Alberto, seu ex-marido que até pouco tempo só tinha olhos pras mulheres novinhas mas, agora, decidiu que quer voltar para perto e passar a velhice ao lado da mãe de seus filhos. Olha a roubada!


Hermínia é a mulher que, próximo aos sessenta anos de idade, ainda tem muito o que viver e aproveitar deste tempo que a vida reservou apenas para ela, mas sente que está muito velha para determinadas coisas, principalmente por conta das dores que o corpo começa a apontar e dos filhos vivendo realidades que, até pouco tempo, eram as dela.


Paulo Gustavo é um gênio no que faz e permite que piadas cheias de exagero - que poderiam cair no clichê - funcionem muito bem, o que não nos impede de questionar algumas escolhas, como o fato de, assim como eu seu casamento com Thales Bretas, os personagens Juliano e Thiago não se beijarem na cerimônia. A ideia é naturalizar o casamento homoafetivo em todos os discursos, mas segue na ideia de não ter beijo público.


E fique pra ver as cenas dos créditos, com a família real de Paulo Gustavo rendendo boas gargalhadas.




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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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