"22 Milhas": Mark Wahlberg em meio a muito tiro, bomba e sangue


Mark Wahlberg tem se mostrado eficiente em filmes que mesclam muita ação e nacionalismo norte-americano. No currículo, longas como "O Grande Herói" (2014) e "O Dia do Atentado" (2016) - dois trabalhos feitos com o mesmo diretor, Peter Berg, parceria que se repete novamente em 2018. Desta vez, ele volta às telas do cinema em "22 Milhas", interpretando um agente da CIA que precisa transportar um informante da Indonésia do centro da cidade para um refúgio em um aeroporto a 22 milhas de distância.

O filme preza pelo excesso de imagens de ação, lutas e muito (mas muito mesmo) sangue para prender a atenção do espectador - e consegue (mas não recomendo pra quem é um mais sensível). Mas peca naquilo que muito incomoda em filmes nacionalistas norte-americanos: a certeza de que os Estados Unidos são o melhor lugar para se viver e todo o resto do mundo deve algo a eles. Aliás, a trama segue caminhos que mostram excessos e abusos de poder sem nenhum aprofundamento - o foco é prender a sua atenção pela violência mesmo.

O suspense, porém, está garantido. Estamos sempre buscando descobrir se os personagens vão conseguir chegar ao seu destino e quem está do lado de quem nessa luta por dar asilo político ao informante que pode ajudar a descobrir onde estão os componentes químicos roubados que podem ser usados pelos russos (a Guerra Fria acabou, né, amigos?) para um ataque nuclear. Tudo, repito, em um caminho de muito sangue, tiro, briga e corpos sem vida.

O elenco conta ainda com atrizes como Lauren Cohan e a rainha do MMA Ronda Rousey, além do ator indonésio Iko Uwais (que também é dublê e coreógrafo das artes marciais). O cara é um verdadeiro ninja e, são as cenas de ação protagonizadas por ele que mais prendem a nossa atenção, como a em que ele se defende de dois caras enviados para matá-lo enquanto está AMARRADO NA MACA DO HOSPITAL (além de ele mandar muito bem nas expressões faciais e na composição do personagem)!

Berg e Wahlberg afirmaram, nas entrevistas de divulgação de "22 Milhas", que a ideia é que este seja o início de uma nova franquia. Realmente algumas coisas ficam em aberto no final do filme, mas não são o suficiente para sustentar uma continuação. Só servem mesmo pra nos deixar com raivinha. Mais 5 minutos de filme e tudo estava resolvido (e sairíamos mais felizes!)

Por fim, uma curiosidade: apesar da história se desenrolar na Ásia, foi na Colômbia que a maior parte do filme foi gravada.

#Filmeseséries

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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