Documentário “Chorão: Marginal Alado” e a conturbada vida do vocalista do Charlie Brown Jr.



Da produtora Bravura Cinematográfica, feito pelo diretor Felipe Novaes, com roteiro de Novaes, Hugo Prata e Matias Lovro, foi exibido na última edição do Festival do Rio o documentário “Chorão: Marginal Alado”, que conta a conturbada vida do vocalista do Charlie Brown Jr., uma das bandas de maior sucesso no cenário do pop rock brasileiro na última década.


Há no filme imagens de arquivo de Chorão e seus amigos e família, com shows e imagens de estúdio desde o início da carreira com a Charlie Brown Jr. Há ainda depoimentos de amigos ou pessoas que de alguma forma passaram pela vida do Chorão, como Champignon, que era criança ainda quando entrou no Charlie Brown Jr., sob a benção de Chorão, de quem se tornou grande amigo, entre muitos altos e baixos. O depoimento dele é muito forte, principalmente se considerarmos que seu suicídio se deu apenas sete dias após o depoimento, o que torna tudo muito mais forte e triste, e fez com que ele levasse com ele segredos que eram só dos dois.


O documentário conta um pouco do início da banda, quando o som era muito mais pesado e Chorão cantava tão empolgado nos ensaios, como se fosse o show mesmo. Todas as composições da banda eram suas e tinha muita juventude nessas composições, que eram muitas.


Entre os entrevistados estão Rick Bonadio, João Gordo (cuja entrevista contando a treta entre eles é a parte mais engraçada do filme, além da lembrança da “briga entre músicos”, quando Chorão e Marcelo Camello se desentenderam), Serginho Groisman, assim como integrantes da banda, amigos pessoais, esposa, filho. Todos eles ajudam a entender como o primeiro rompimento da banda afetou Chorão de forma profunda, o que o fez procurar ainda mais as drogas.



“Chorão: Marginal Alado” lembra o filme “O Magnata”, que foi produzido e roteirizado por Chorão em 2007, na tentativa de mostrar uma narrativa própria de sua história, o que mostra que havia dentro ele uma grande inquietação em relação à sua imagem. Mas, além da fama de encrenqueiro, ele também ajudou a vida de muitas pessoas, que também deram seus depoimentos para o documentário.


A participação de Gaziela Gonçalves, a esposa de Chorão, é bem discreta, ao contrário do livro “Se Não Eu, Quem Vai Fazer Você Feliz?”, escrito e narrado pelos olhos da estilista (e que eu particularmente gostei mais, acho que por entrar mais a fundo na vida pessoal e personalidade de Chorão pela pessoa que mais convivia com ele).


O longa foca mais no final de sua vida (ainda que faça sim um bom panorama do início da banda), com os últimos momentos. Tendo o depoimento de Champigon, podemos definir que foi gravado ainda em 2013, ano da morte dos dois músicos. Neste período, a morte de Chorão ainda estava de certa forma nebulosa e ainda não se tinha muitos detalhes sobre o ocorrido.

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Manu Mayrink é fanática por livros, filmes, séries, música e lugares novos.  A internet é seu maior vício (ao lado de banana e chocolate, claro) e o "Alguém Viu Meus Óculos?" é seu xodó. Ela ama falar (muito) e contar pra todo mundo o que anda fazendo (taurina com ascendente em gêmeos, imagine a confusão!). Já morou em cidade pequena e em cidade grande, já conheceu gente muito famosa e outras não tanto assim (mas sempre com boas histórias). Já passou por alguns lugares incríveis, mas quando o dinheiro aperta ela viaja mesmo é na própria cabeça. Às vezes mais do que deveria, aliás.

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